Já imaginou poder investir em edifícios corporativos AAA
alugados a grandes empresas, grandes shoppings, centros de distribuição e
parques logísticos, hospitais, agências bancárias e até prédios alugados
renomadas faculdades com pouco capital? Sim, a partir de 100 reais é possível investir
nesses imóveis, graças aos Fundos Imobiliários.
Criados em junho
de 1993 pela Lei 8.668 e regulamentados pela CVM em janeiro do ano seguinte
através das Instruções nºs. 205 e 206. A indústria de fundos
imobiliários vem crescendo no Brasil. Hoje já são mais de 125 produtos
registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com patrimônio total de
mais de 11,9 bilhões de reais.
Os FIIs são
constituídos como “condomínios fechados”. São divididos em cotas que, uma vez
adquiridas, não podem ser resgatadas, assim como ações de empresas, que devem
ser negociadas no ambiente da Bolsa ou Balcão Organizado, assim como exatamente
são negociadas ações de empresas.
Os Fundos
Imobiliários são uma forma interessante de se investir em imóveis com pouco
dinheiro, diversificando de maneira inteligente, tendo acesso a imóveis
diferenciados, e obtendo uma rentabilidade através de aluguéis mais elevada que
imóveis residenciais, recebendo mensalmente as aluguéis dos fundos em sua conta
na corretora.
Os FIIs são
Negociados através de cotas, na mesma plataforma que se negocia ações, através
do homebroker de uma corretora é possível enviar ordens de compra e venda. Em
segundos, é possível adquirir cotas que representem uma fração de um edifício
comercial e receber mensalmente o lucro referente ao aluguel, por exemplo. O
investimento em Fundos Imobiliários funciona como se fosse em um imóvel físico,
porém sem nenhuma burocracia e ainda oferece mais uma série de vantagens que
são detalhadas abaixo.
1 – Isenção fiscal
Os rendimentos mensais para investidores pessoas físicas
estão livres do pagamento de imposto. Para ser isento, o investidor deve ter
menos de 10% do total das cotas de um único fundo. Geralmente os fundos tem
mais de 150 milhões de patrimônio, convenhamos que para pequenos investidores,
que é foco do blog, teremos isenção de importo de renda. Lembrando que a
tributação incidente a aluguéis de imóveis tem alíquota progressiva de 0% a 27%.
Existem outras duas condições para isentar o investidor
pessoa física. A primeira é que o fundo no qual ele aplica tenha, no mínimo, 50
cotistas. Além disso, o produto deve ser listado em bolsa ou em balcão
organizado. A maior parte dos fundos de investimentos imobiliários existentes
no Brasil hoje cumprem essas condições.
Essa isenção é válida apenas para os rendimentos mensais
recebidos pelo fundo. Quando o investidor se desfaz (vende) a cota, está
sujeito a uma tributação de 20% de imposto sobre o ganho de capital.
2 – Acessibilidade
Qual seria a chance de um pequeno investidor comprar uma
fatia em um grande shopping center? Sem o intermédio de um fundo imobiliário,
quase zero. Por meio dos fundos, porém, é possível investir não só em
shoppings, mas também em ativos como hospitais, hotéis e torres comerciais.
3 – Aplicação mínima é baixa
Hoje para se comprar um bom apartamento por menos de 300.000
reais nas grandes cidades brasileiras é missão quase impossível. Já nos fundos
imobiliários, existem produtos com cotas que custam menos 100 reais. Vale
lembrar que para muitos produtos existe um mínimo de cotas para a compra. Ainda
assim, as aplicações mínimas são mais baixas que o valor de um apartamento.
4 – Custos baixos
Compradores e vendedores devem observar uma série de
burocracias ao negociar um imóvel. Escritura e taxa de corretagem são alguns
exemplos do que pode encarecer (e complicar) o processo. Com as cotas de
fundos, tais gastos desaparecem. O investidor deve se preocupar apenas com as
taxas de administração do fundo, que são mais em conta do que os valores
envolvidos nas negociações diretas com imóveis.
5 – Diversificação
O investidor pode compor sua carteira com cotas de vários
Fundos, atuantes em segmentos diversos, como shoppings, indústria, logística,
hotéis, imóveis comerciais ou residenciais, etc. O risco de inadimplência ou
vacância também fica pulverizado entre os diferentes locatários. Como exemplo
um investidor pode comrar um apartamento por 300.000 reais, teria apenas um
inquilino, se o mesmo não pudesse arcar com seu compromisso o investidor teria
o prejuízo, mas se com esse capital você comprasse 50.000 em cotas de 6 fundos
de diferentes setores, que possuem diversos inquilinos cada, se um não
cumprisse seu compromisso, não faria diferença para sua diversificada carteira.
Além disso, o investidor tem a
oportunidade de acessar empreendimentos em diversas localidades e mitigar
fatores regionais. Afinal, um hospital, por exemplo, está sujeito a riscos
diferentes dos de um shopping. Por isso, se há crise em um setor, o outro pode
compensar e evitar perdas.
6 – Ganho de escala
Quem compra um apartamento tem alguns recursos disponíveis
para tentar conseguir descontos. Pagar o imóvel à vista ou dar uma parcela alta
de entrada são algumas opções. Mas o abatimento tem sempre um limite. Quando um
fundo de investimentos negocia, porém, são comprados muito mais que apenas um
apartamento. A lógica é a mesma que a das compras no atacado e traz poder de
barganha para os gestores de fundos, que conseguem melhores negócios.
7 – Gestão profissional
Qual é a melhor região da cidade para investir em um imóvel?
E quando é o melhor momento para vender e obter lucros? Pensar no que é mais ou
menos vantajoso na compra direta de um imóvel pode ser difícil. No fundo de
investimento, tais decisões são tomadas por gestores que estudam de perto o mercado
imobiliário e têm recursos para capturar com mais facilidade as oportunidades.
É claro que nenhum investimento de renda variável é à prova de prejuízos, mas a
gestão profissional diminuiu bastante os riscos.
8 - Comodidade
O investidor não precisa se preocupar com a administração
dos imóveis, com cobrança e renovação de contratos, manutenção, recolhimento de
impostos, entre outros. Todas essas tarefas serão desempenhadas pelo
administrador do fundo, profissional de mercado e sob a responsabilidade de uma
instituição financeira. Porém é necessário o acompanhamento do fundo, seja
através dos relatórios mensais, ou pelos fatos relevantes, para possa ter ciência
da saúde financeira do fundo, vacância e etc.
Para acessar a relação dos FIIS listados na bolsa é clicar aqui.
Até o próximo post!
Twitter: @Holderbovespa







